A formação em Educação Física tem avançado para além dos conteúdos técnicos, incorporando práticas que estimulam a reflexão crítica sobre inclusão e diversidade. Nesse contexto, a professora Suéllen Soares Altrão desenvolveu uma atividade prática inovadora voltada à discussão sobre corpo, inclusão e relações sociais.
Realizada em grupo, a dinâmica propôs aos estudantes desafios coletivos com diferentes formas de participação, incentivando um olhar mais atento para aspectos como comunicação, organização e trabalho em equipe. A proposta foi além da execução de tarefas, buscando provocar reflexões sobre o capacitismo e suas implicações no cotidiano.
A atividade foi conduzida com base no modelo social da deficiência, que compreende que as barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência não estão apenas nas limitações individuais, mas principalmente nas estruturas e práticas sociais que podem gerar exclusão.
Ao final da experiência, os estudantes foram convidados a repensar suas próprias práticas, elaborando estratégias mais inclusivas e alinhadas à diversidade de corpos, experiências e modos de existir. A iniciativa reforça o compromisso com uma formação ética, crítica e anticapacitista, preparando futuros profissionais para atuarem de forma mais consciente, responsável e transformadora.