No dia 04 de março, o UNIFACIG Digital promoveu uma Aula Magna que uniu reflexão, tecnologia e humanização nas relações de trabalho. Com o tema “Além do Algoritmo: a Gestão como Território da Empatia”, a palestra foi conduzida pela professora Dra. Rita de Cássia, que trouxe importantes provocações sobre o papel da liderança em um mundo cada vez mais marcado pela automação e pela inteligência artificial.
Ao longo da apresentação, a palestrante destacou que, embora os algoritmos ampliem a eficiência técnica, a gestão contemporânea exige algo que nenhuma tecnologia é capaz de substituir: a capacidade humana de compreender, interpretar e se conectar com as pessoas.
Durante a exposição, foi ressaltada a diferença entre o funcionamento das máquinas e a complexidade do comportamento humano. Enquanto sistemas automatizados seguem padrões previamente definidos, os indivíduos interpretam contextos, analisam situações e tomam decisões a partir de experiências e emoções. Nesse cenário, a humanização das relações deixa de ser apenas um diferencial e passa a ser uma necessidade fundamental nas organizações.
A professora também abordou a empatia como ferramenta estratégica de liderança, destacando o papel do gestor como mediador das relações e agente de escuta dentro das equipes. Segundo ela, ambientes de trabalho que valorizam o diálogo e a compreensão contribuem diretamente para a preservação da saúde mental, para o fortalecimento das equipes e para a sustentabilidade das organizações.
Um dos pontos de maior destaque da palestra foi a reflexão de que “a gestão como território da empatia é a única cura para o sofrimento ético nas organizações”, reforçando a importância de práticas de liderança mais conscientes e humanas.
Realizado por meio da plataforma Google Meet, o evento reuniu estudantes do UNIFACIG Digital e membros da comunidade externa, que participaram ativamente da atividade, contribuindo com perguntas e comentários ao longo da transmissão.
Mais do que uma aula inaugural, o encontro reafirmou uma mensagem central: em um cenário cada vez mais orientado por dados e algoritmos, a capacidade de compreender pessoas, construir relações e exercer a empatia continuará sendo o verdadeiro diferencial da liderança.